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Hoje, a maior parte das indústrias busca descarbonização olhando apenas para energia.
Mas há oportunidade não explorada no processo produtivo ligada à redução de emissões de gases de efeito estufa ao longo de todo o ciclo produtivo.
Isso envolve três frentes principais:
• Energia (escopo 1: combustão própria) (escopo 2: energia comprada)
• Cadeia de suprimentos (escopo 3: emissões indiretas na cadeia produtiva junto a fornecedores e clientes)
• Eficiência operacional
A troca de lubrificantes está vinculada ao Escopo 3, além da própria eficiência operacional da indústria, o que em muitos casos representa mais de 80% do total.
Impacto dos óleos derivados de petróleo
Lubrificantes convencionais impactam várias etapas:
• Extração e refino: derivados de petróleo provocam alto consumo energético e emissões relevantes de CO?
• Transporte: exigem logística intensiva, rodoviária ou marítima
• Uso operacional: menor estabilidade do produto exige trocas mais frequentes e demanda maior consumo ao longo do tempo
• Descarte: altíssimo impacto ambiental e necessidade de tratamento, regeneração e/ou descarte adequado
Produtos isentos de petróleo
Os lubrificantes sintéticos avançados, sejam de base vegetal, polímero, éster, mudam essa equação:
• Menor pegada de carbono na origem: utilizam matérias-primas renováveis e os processos são menos intensivos em carbono
• Maior vida útil: exigem menos trocas (menor consumo total) e impactam na redução de resíduos
• Menor descarte: redução de resíduos perigosos (inclusive no transporte dos mesmos) e menor necessidade de tratamento
Na prática, o que acontece?
• a indústria que reduz trocas de óleo em 30 a 50%, automaticamente reduz consumo de energia elétrica;
• a indústria que melhora eficiência energética em 2 a 5%, automaticamente reduz emissões indiretas de CO?;
• a indústria que diminui paradas e retrabalho, automaticamente reduz o volume de resíduos.
Por isso lubrificante não é commodity; é alavanca de descarbonização operacional, e que não acontece apenas trocando energia: acontece otimizando processos.
E é exatamente aí que os lubrificantes de nova geração atuam: menos petróleo no processo significa menos carbono na operação.
Cuidado Técnico
Nem todo produto “isento de petróleo” é automaticamente sustentável. É preciso avaliar:
• origem da matéria-prima
• ciclo de vida (LCA)
• performance real no processo
• destinação final
Sem isso, vira apenas greenwashing (estratégia enganosa).
Conclusão
A substituição de lubrificantes à base de petróleo por produtos sintéticos contribui para a descarbonização:
• de forma indireta, mas relevante e mensurável
• via eficiência operacional, na performance produtiva e na redução de consumo, energia e resíduos
• impactando principalmente o escopo 3.
A pergunta que fica é: sua indústria ainda trata lubrificante como custo… ou já entendeu como estratégia?
Se quiser entender como aplicar isso na prática, vamos conversar.
